Fortaleza

Fortaleza

Primeiro dia:

A rotina no trabalho estava bastante corrida, e eu finalmente havia conseguido os 15 dias de férias anuais.

Fechei dois pacotes de viagem: um para Fortaleza outro para Foz do Iguaçu.

Como eu já peguei o avião um dia depois de terminar o trabalho, quando cheguei lá em Fortaleza, em uma noite de sábado, eu estava com bastante sono, e logo fui dormir.

Segundo dia, domingo:

Pelo que eu lembro, não teve praia, apenas city tour e oportunidade de fechar os passeios para a semana.

Foi muita emoção ir pela primeira vez para alguma cidade do nordeste (trancoso, arraial d’ajuda e porto seguro não contam, é a cultura da Bahia e não do Nordeste, depois eu tento explicar essa diferença).

Também foi uma emoção passar por lugares que eu ouvia o Falcão cantar em suas músicas, tais como Aldeota e Beach Park.

Lembro que comi um bom prato com camarão pagando pouco.

Terceiro dia, segunda-feira:

Esse eu lembro bem, foi no Beach Park, um dos melhores parques aquáticos do Brasil (se não for o melhor).

Comecei o passeio em um pequeno rio com correnteza que a gente dá uma volta pelo parque em cima de uma bóia. Ótimo programa para uma segunda-feira, hein?

Lá tem alguns toboáguas verdadeiramente radicais, como o Insano, que tem 41m de altura e inclinação de mais ou menos 80 graus. Cheguei a subir lá em cima, mas não deu coragem de descer não. Fui em um de 20 metros de altura e no Sarcófago, que além de também ter cerca de 20 metros de altura, é todo fechado, ou seja, você vai o trajeto todo no escuro.

Legal foi lembrar aquele trecho da música do Falcão: “não te levaria, nem morta, para passear comigo no Beach Park”.

Uma coisa bem legal de Fortaleza é que, além das ótimas praias, sempre tem alguma programação à noite, na segunda-feira à noite fui no famoso bar Pirata, que é conhecido como a segunda-feira mais animada do mundo, até saiu no Nem York Times. Porém, foi bem diferente do que eu imaginei, pensei que tocasse forró, e forró mesmo, quase nada, quase que só axé, ritmo que eu odeio, no palco um monte de gente sarada dançando e em baixo, um monte de gente pulando sozinha que nem macaco. Forró que é legal, que dança agarradinho com a mulher e tal, muito melhor e mais gostoso. E o público feito quase que só de turista e ainda saí no zero a zero.

Quarto dia, terça-feira (Canoa Quebrada):

Viagem relativamente longa, foi cerca de uma hora e meia para chegar em Canoa Quebrada. A praia vale mais pela paisagem das falésias e aquele famoso símbolo com a lua e estrela, que também é o símbolo do islamismo, e ainda, é um símbolo presente na bandeira da Argélia, pois a lenda do nome da praia é que um casal de argelinos em lua-de-mel estava passeando pela região quando sua canoa quebrou e eles pediram ajuda e foram ajudados pelos locais.

As falésias são lindas mesmo, com uma tonalidade meio laranja-escura, agora a praia, é boa, mas não tem nada demais. A água não é tão clara quanto a de outras praias do nordeste, e tem muitas algas e galhos, que acabam sujando um pouco a água. Mas o bom é que a água é quentinha e a emoção de estar num dos lugares mais ao norte do Brasil, nosso país, e que se seguisse em frente, iria parar mais ou menos no Caribe.

Fortaleza é muito famosa pelos seus humoristas (Tom Cavalcante, Tiririca, Falcão, Renato Aragão, etc.), e a cidade é lotada de shows de humor. Quase todo quiosque na praia ou restaurante tem alguma coisa de show de humor em sua programação.

À noite, fui no famoso show de humor da Lupus, que inclui um bom rodízio de pizzas e massas, tudo isso por 20 reais por pessoa! Ótima sugestão para quem for por lá! Teve a Rosicléia (acho que é esse o nome) que fez um bom show, e teve um outro cara que fez piada de quase todos os estados, e a de São Paulo foi ótima: quando ele veio pra cá foi tanta poluição que na hora de cagar, ele cagou um tijolo. São Paulo está nessa linha mesmo.

Fui na companhia de uma menina que estava no nosso grupo de viagem que era muito linda, mas era workaholic a mil por hora.

Quinto dia, quarta-feira (Lagoinha):

Não lembro se era esse o nome mesmo da praia, mas era uma praia muito bonita, fazendo uma espécie de ferradura, e com muitos coqueiros.

Foi legal que eu fiz o passeio de bugue que levava para uma linda lagoa no meio das dunas, com água quentinha, além de um escorregador pelas dunas que ia cair lá nas águas da lagoa. O passeio pelas dunas é muito legal, aquele lance de com emoção e sem emoção. Tem umas dunas que tem uns 10 metros de altura, que você não consegue ver lá embaixo, você não acredita que o cara vai descer por ali, ele vai lá e desce.

Foi nesse dia que eu vi em um barzinho no centro o anúncio de um show do Genival Santos! Um dos meus maiores ídolos do brega, está entre os meus três preferidos! Mas a merda foi: ia ser no fim de semana da semana seguinte. Que falta de sorte!

Acho que foi nesse dia que eu perguntei para o taxista um forró que fosse frequentado pelos nativos e não pelos turistas. Aí me indicaram o Armazém (que os guias contra-indicavam). Indo lá eu entendi o porquê. Quando eu cheguei, umas 9 horas da noite, o lugar estava quase vazio, só tinha as garçonetes e alguns gringos, e o lugar era grande. Puxei assunto com a garçonete e em 10 minutos já tinha conseguido o telefone dela.

Quando foi umas 10 horas da noite, de repente, começou a brotar mulher de tudo quanto foi lugar! Nunca tinha visto nada parecido! Parecia o paraíso na terra!

Entre outras, tinha um mulherão de mais ou menos 1,80m de altura, com um super bundão e com um mini shortinho de seda, que mal disfarçava a polpa da bunda. Esse era só um exemplo, entre muitas outras gostosas. Porém, apesar da fartura e abundância das mulheres, grande parte das mulheres estava se fazendo de difícil, claro que por dar preferência para os gringos que lá estavam, branquelos e cabelos loiros.

Certa altura da noite, eu ganhei a simpatia de uma garota que era bonita, só que era um pouco “fofinha” (não chegava a ser gordinha, mas quase).

Começamos a dar uns pegas ali, beijos e amassos, e ela era bem safadinha, estava sozinha, mas conhecia várias das outras garotas da balada, quando finalmente eu sugeri para sairmos de lá e “irmos para um lugar mais tranquilo” (eufemismo totalmente clichê), quando ela avisou “tudo bem, mas são 100 reais”. Aí que eu entendi o lance, o lugar era uma mistura de balada com puteiro, daí muita gente contra-indicar o lugar.

Então fomos para um motel, como eu tinha ficado o dia inteiro na praia, depois de dar uma bem dada, me deu muito sono e virei pra dormir (recoloquei a bermuda e deitei em cima da carteira, a gente ouve tanta história assim, certo?), mas não percebi nada dela querendo me roubar, mas ela queria mais, ficava falando pra mim, com o típico sotaque nordestino: “acórrrda, eu quero mais! a gente veio aqui pra fazer amor ou para dormir?”, que diferença das garotas de São Paulo! Que ficam olhando no relógio pra você ir embora logo ou então querem fazer você gozar rápido, ela dormiu a noite inteira lá comigo, e de manhã transamos mais uma vez. Tinha que voltar logo para o hotel para fazer o passeio. Mas chegando no hotel, eu dormi um pouco e resolvi não fazer o passeio da excursão, e sim explorar a cidade por conta própria, é o que eu vou contar no dia seguinte, quinta-feira.

Sexto dia, quinta-feira (centro e Praia do Futuro, por conta própria):

Em um lugar que você não conhece muito, pode ser uma boa idéia ir com excursão para conhecer os melhores lugares, ainda mais viajando sozinho como eu estava. Aí fui para o centro da cidade conhecer alguns pontos turísticos que o guia da Quatro Rodas falava, mas que não tem muito lugar em excursões, e além do que, as excursões só levavam praticamente para praias, nesse dia iria levar para Morro Branco, que é parecida com a de Canoa Quebrada, com falésias e tal.

Então, por conta própria, dei uma volta no centro antigo da cidade, fui no Centro Cultural Dragão do Mar, que tem uma arquitetura bem interessante, e tem uma espécie de planetário, com uma cúpula azul, bacana. Lá dentro tinha uma exposição, não lembro de que, e tinha um café bem interessante.

Aí fui no mercado central da cidade, enorme, com todos aqueles produtos típicos do Nordeste que você pode imaginar. Caminhando pelo centro, com calma, sem aquela pressa típica das excursões, eu estava lembrando, feliz, como, finalmente, eu havia conseguido realizar um sonho! Conhecer o Nordeste! Conhecer de perto aquela cultura que eu tanto admiro!

Aí eu passei em um lugar, perto da igreja, que parecia um quintal de uma casa, em uma vitrola (!) tocando antigas músicas, que pareciam ser lambadas ou guitarrads, instrumentais, algum som antigo da região norte ou nordeste (você pode ver o vídeo abaixo). Nisso, aparece uma garota linda, que parecia ter uns 16 anos, ela estava de calça jeans e tênis, estava acompanhada da mãe. Ela era muito simpática, e eu me arrependi de não ter tentado pegar e-mail dela, fiquei lembrando dela um bom tempo, tentei até ir atrás dela, mas ela já tinha sumido.

Aí eu fiquei andando numa parte do centro de Fortaleza, que parece o centro velho de São Paulo, hotéis muito fuleiros de 5 reais, putas velhas numa praça.

Voltei a tempo de ir na Praia do Futuro à tardezinha. Dizem que a Praia do Futuro é a única praia da cidade de Fortaleza que é limpa para poder tomar banho de mar. A praia tem muitos quiosques legais, até é legal de tomar banho nela, mas as ondas são bem fortes e você se cansa rápido.

À noite, eu acho que eu fui num rodízio de camarão com uns 20 pratos com camarão por 15 reais. E olha que não era camarãozinho não, eram aqueles de uns 10 cms, que em São Paulo são caríssimos. Por falar em preço, teve um dia que eu comi lagosta por 20 reais!

Sétimo dia, sexta-feira (Cumbuco):

Não lembro muito bem, mas foi uma praia legal e a tristeza de saber que a semana estava terminando.

Oitavo dia, sábado (volta):

O ônibus chegaria mais ou menos ao meio dia para levar ao aeroporto, como eu havia levado o violão, fiquei tocando uns bregas com os taxistas que estavam lá no ponto, pena que foi pouco tempo, mas deu pra tocar uns Bartô Galeno, Amado Batista, Waldik Soriano. Um lá falou: “ê Marrrrcelo, mas você nasceu no lugar errado. Imagine a gente cantando e tomando umas pingas a tarde inteira? Vixe”.

Pô, que lugar legal, deu aquele nó na garganta e uma vontade danada de chorar de ter que voltar à poluída e estressante cidade de São Paulo. Vontade danada de mudar para o Nordeste.

O legal é que daqui a alguns dias eu já iria embarcar para outra viagem: Foz do Iguaçu!

/*               

Foz do Iguaçu

Foram apenas quatro dias de viagens, mas muitas experiências, e três países diferentes: Brasil, Paraguai e Argentina.

Depois do calor e do sol em Fortaleza, foi o frio e o céu nublado de Foz do Iguaçu, e isso em pleno mês de março!

Mas, eu queria aproveitar as minhas férias para conhecer uma das maiores maravilhas da natureza de todo o mundo, e que está relativamente tão perto, como disse meu amigo espanhol Javier.

Cheguei de madrugada em Foz do Iguaçu, o vôo foi bem rápido em torno de 1 hora.

Dormi logo, pois no dia seguinte já iria ser a viagem para o lado brasileiro das cataratas.

Primeiro dia (Cataratas do lado brasileiro)

Dei sorte, pois as cataratas estavam com um bom volume de água, apesar de ser um mês que tradicionalmente não tem muita água.

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Foz do Iguaçu

Foram apenas quatro dias de viagens, mas muitas experiências, e três países diferentes: Brasil, Paraguai e Argentina.

Depois do calor e do sol em Fortaleza, foi o frio e o céu nublado de Foz do Iguaçu, e isso em pleno mês de março!

Mas, eu queria aproveitar as minhas férias para conhecer uma das maiores maravilhas da natureza de todo o mundo, e que está relativamente tão perto, como disse meu amigo espanhol Javier.

Cheguei de madrugada em Foz do Iguaçu, o vôo foi bem rápido em torno de 1 hora.

Dormi logo, pois no dia seguinte já iria ser a viagem para o lado brasileiro das cataratas.

Primeiro dia (Cataratas do lado brasileiro)

Dei sorte, pois as cataratas estavam com um bom volume de água, apesar de ser um mês que tradicionalmente não tem muita água.

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