Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu

Casino na Argentina

Lado brasileiro é legal porque chega bem perto das cataratas.

 

Cheguei em Foz do Iguaçu de madrugada, o vôo foi bem rápido, pouco mais de uma hora. Depois de uma semana de sol em fortaleza, vim para o frio de Foz de Iguaçu (apesar de ser março), mas como disse um amigo espanhol que eu conheci em Paraty, eu sendo brasileiro já devia ter ido conhecer Foz de Iguaçu. E, realmente, foi o espetáculo da natureza mais impressionante que eu já vi.

O pessoal da viagem para Foz de Iguaçu era bastante diferente do pessoal que foi para Fortaleza, enquanto que em Fortaleza era um pessoal mais jovem, algumas solteiras e a cidade estar cheia de moças mais receptivas a uma conversa, em Foz de Iguaçu, apesar de também ter muitos casais como em Fortaleza, tinha um pessoal mais velho, mãe com filhos adolescentes e a população feminina da cidade, e a população em geral, era muito menos receptiva que em Fortaleza.

Cheguei e já fui dormir, claro, madrugada e frio. Um hotel que aparentava ser de médio luxo, era um hotel meio velho, e com um atendimento bastante ruim, como vou contar logo em seguida.

 

No dia seguinte pela manhã fomos conhecer as cataratas pelo lado brasileiro. Era mais ou menos 2 kilometros de trilha, que passavam perto das cachoeiras. E do lado brasileiro tem o Macuco Safari, onde um bote motorizado leva os turistas para passear bem perto das cachoeiras, praticamente embaixo, tomando um banho considerável. Antes do barco, tem um passeio num caminhãozinho, e depois uma pequena trilha. No barco, tinha um simpático grupo de turistas falando espanhol, e com cabelo comprido, já imaginei que eram argentinos. Porém, eu estranhei pois eram simpáticos, mas eles eram paraguaios, daí se explica a simpatia. Muito legal o passeio, tinha um restaurante com comida típica de todo o Brasil, mas a fila estava muito grande, acabei comendo uns hambúrgueres tabajaras. Nas trilhas o mais legal é que no final, ao chegar perto das maiores quedas, o banho é inevitável, e estava garoando e fazendo um frio considerável. Fiquei com receio que estragasse a câmera, mas ainda bem que não.

 

Aí à noite fui jantar num buffet de sopas que era bem gostoso, aí tinha um casal que estava na lua de mel que também estava no grupo da CVC.

 

No segundo dia seria o passeio ao Paraguai, mais especificamente Cidad Del Este. Era a grande a minha emoção, pois seria a minha primeira viagem internacional, que fosse para o Paraguai, mas seria a primeira vez que eu sairia do meu país, Brasil. Havia bastante trânsito para atravessar a tão famosa, a tão falada Ponte da Amizade. Um grafite com uns desenhos picaretas e com a frase “Uma ponte só é pouco”, e a grade na ponte, toda cheia de remendos, por causa do pessoal que atravessa a muamba por um barquinho, pelo rio. Emoção ao ver, pela primeira vez, um lugar onde as placas não eram em português, e a bandeira hasteada não era do Brasil.

 

Chegando na Cidad Del Este, eis uma descrição da cidade: parece uma 25 de março gigante, ainda mais suja. Os shoppings do lugar tinham lanchonetes que lembravam as lanchonetes do Brás de quando eu era criança e acompanhava minha mãe e minha avó quando elas iam comprar roupa. O guia orientou onde eram as lojas confiáveis para se fazer compras, e que o montante comprado não podia ultrapassar R$ 400,00 por pessoa. Para mim não haveria problema pois comprei basicamente perfumes, bebidas e chocolates. Claro que a maioria do pessoal vai lá pra comprar notebooks e eletro-eletrônicos, era curioso ver como tinha tanta gente passando pela fronteira com cobertor! Vai gostar tanto de cobertor na casa do caramba! Hehehehe, mas era claro que o pessoal tudo colocava os notebooks enfiados lá no meio dos cobertores. Se a polícia da fronteira pegar algum produto que exceda os 400 reais, o imposto acredito que é de 100%. Impressionante como as coisas por lá custam em torno de um terço do preço das coisas aqui no Brasil. Por exemplo, por R$ 100,00 consegui comprar os seguintes perfumes: um Azzaro, um Kenzo e um Animale Animale, frascos de 30ml. Um absinto Hapsburgue, graduação alcoólica de 85º, que em São Paulo custa em torno de R$ 50,00 lá estava R$ 15,00; aí eu aproveitei e além do tradicional absinto verde que vira azul quando misturado com gelo, tinha também o absinto preto! Chocolates suíços muito baratos! Agora, as vendedoras paraguais geralmente eram muito bonitas: morenas claras, com o cabelo bem preto e bem lisos, mestiças de espanhóis com índios. Tinha o cartaz do “caramelito”. Comprei muito cd pirata de mp3, era muito barato, tipo 3 por R$ 5,00. Comprei bastante do ritmo que estava fazendo sucesso no Paraguai na época o raggaton, que era bastante ruim inclusive.

 

À noite, fui em um cassino argentino, perto da fronteira. Segui os conselhos de quase todo mundo sobre jogos em cassinos: fui com um dinheiro contado, pois não teria como perder mais que aquilo. Levei R$ 60,00 Tentei tirar algumas fotos logo que cheguei, mas já fui advertido, não pode tirar foto. O cassino é praticamente dividido em dois, uma sala grande com as máquinas de caça-níqueis e outra sala grande com as roletas, mesas de jogos de baralho, mesas de pôquer. Caça-níquel é muito sem graça, você fica lá sentado colocando moedinhas em uma máquina. Jogos de baralho eu não sei jogar direito, pôquer muito menos, além de envolver quantias geralmente grandes. Em um cassino, acho que o mais legal é a roleta! Fui lá jogar. Inclusive tem a música do Nelson Gonçalves, “Vermelho 27” que ouvi a pouco tempo, que é muito legal, com um barulho de bolinha rodando na roleta até parar aí um crupiê falando “jogo no pano, jogo feito”. Lá nesse cassino, o crupiê falava depois que jogava a bolinha na roleta, em espanhol com sotaque carregado: “no há mas”, e fazendo o sinal com as mãos não deixando ninguém fazer mais apostas.

Eu jogava numa roleta que cada aposta, cada ficha, era 1 dólar, mas tinha mesa que cada ficha era 50 dólares (!!!). Cheguei a ganhar até que bastante uma hora, de 60 reais foi mais ou menos para 100 reais. Poderia ter parado por ali, mas lógico que eu quis ganhar mais e… no final acabei perdendo tudo. Um amigo meu mostrou um site que mostra uma técnica infalível na roleta, tanto é infalível que é proibida nos cassinos e você acaba sendo expulso: você aposta 1 no vermelho, se perder aposta mais 2 no vermelho, se perder aposta mais 4 no vermelho, ou seja, você vai dobrando a sua aposta, e quando ganhar, por exemplo, quando apostar 4, vai ganhar 8, se apostar 8, vai ganhar 16. Agora, apostar em um número só é muito difícil de ganhar. O pessoal estava apontando um gordão que diziam que era deputado ou vereador de Foz de Iguaçu, colocava um bolo de ficha em um número só, uma vez ganhou e ficou com um bolo gigante. Algumas mulheres todas bem vestidas, tentando emular o clima de Las Vegas. No pôquer, o pessoal tentando não transmitir nenhuma emoção. O banheiro era sofisticado, assim como todo o cassino, havia uma espécie de mordomo que dobrava as toalhas de papel e passava para as pessoas. É isso aí, mais uma experiência: jogar num cassino.

One thought on “Foz do Iguaçu

  1. Scanzini, moro em Foz do Iguaçu e tenho um blog voltado para o que temos de melhor e também as furadas (para que turistas não se decepcionem). Muito bom seu post, uma pena que vc veio pela CVC que faz aquele pacotão enlatado e não permite que o turista conheça algumas maravilhas escondidas dos turista, que só vindo por conta para conhecer. Só uma correção na sua postagem, a cota é de 300 dólares por pessoa, o que exceder este valor se paga 50% de imposto.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s