Afeganistão

Mesquita Mazar-e Sharif

O Afeganistão é um país triste, atualmente. Pela guerra, pelos vários povos que já o dominaram, pela pobreza, pela violência do Talibã. É um país sem saída para o mar, com terreno bastante montanhoso. É o país com o PIB mais baixo do mundo. Apesar de ter regras islâmicas bastante rígidas, como a proibição de álcool e drogas, é um dos maiores exportadores de papoula do mundo. E tem bonitos e grandiosos palácios também.

“O Caçador de Pipas”

É de se admirar que “O Caçador de Pipas” tenha se tornado best-seller. Demorei a lê-lo, pois achava que tratava-se de uma historinha água com açúcar. Pra conseguir vender tanto… Porém, o livro é um dos livros mais barra-pesada que eu já li.

Mostra a desgraça sem maquiagem; não aquela que só ouvimos falar ou imaginamos, mostra a crueldade sem limites do Talibã, que promove assassinatos via apedrejamento, e apesar da rigidez moral absurda que eles pregam, justificada inclusive pelo islamismo, também cometem crimes de pedofilia, além de muita violência gratuita, e orgulho por ela.

O narrador da história foge no começo da guerra, quando o Talibã toma o poder; e tempos depois volta para Cabul, e vê uma cidade totalmente destruída, e pega pesado ao dizer que “pais se tornaram artigo raro no Afeganistão”, ao ver a grande quantidade de órfãos abandonados.

O narrador se mostra muito covarde pela sua falta de atitude em momentos cruciais com seu amigo, e a sua clara intenção é fazer o leitor ficar com raiva dele. Existem momentos de romance, com alguma poesia, mas esta poesia parece que vem sempre com muito pó e areia para ofuscá-la. E ele parece sugerir que um livro sobre o Afeganistão não pode ter um final totalmente feliz.

A cada momento você acha que a pior parte do livro já passou, mas a cada momento a desgraça só aumenta, e para o leitor conseguir chegar ao fim, ele realmente precisa ter estômago.

O livro é ótimo para mostrar a verdade no Afeganistão, e apesar das piadas sobre o Talibã, é muito pior do que se imagina; pois muitas pessoas podem “romantizar” o Afeganistão. Li uma matéria sobre turistas que para “colecionar” o maior número de países visitados, viajam inclusive para lugares muito perigosos, como o Afeganistão. Há alguns anos atrás, dois turistas mochileiros foram apedrejados até a morte no Afeganistão.

Depois de ler este livro, o que me vem à mente sobre o Afeganistão é um sabor amargo, poeira, e um soco no estômago.

Apesar de, e talvez pelo fato do livro ser tão barra-pesada assim, é um livro bastante incômodo. Nota: 6,5

Música

“Afghanistan – a Journey to an Unknown Musical World”

“Uzbek Music from Northern Afghanistan”

A música de lá traz muitas semelhanças com a música árabe, porém, em um tom demasiado sério e árido; não há muita variação de ritmo ou melodia, e quase tudo parece ser muito triste. À primeira vista não parece ser algo interessante, mas aos poucos você se acostuma com a aridez das músicas. É interessante perceber que há um pouco de estilo russo na música, pois o país fica entre o Oriente Médio e a Rússia. Nota: 6

Segundo “O Livro da Viagem”

A comida e bebida típica são de dar água na boca: qabli pulao (arroz temperado com carneiro, amêndoas, cenoura ralada e passas) e chá verde aromatizado com cardamomo (especiaria muito aromática e saborosa). E também diz que a “hospitalidade é estupenda e a generosidade, espontânea”; e que tem uma beleza bruta e natural. Uma pena que o país seja tão perigoso.

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