Bi, Não Tenha Medo

Bi, Não Tenha Medo (“Bi, Dung So!”, Vietnã-França-Alemanha, 2010, Dang Di Phan)

Às vezes, a pessoa que está lendo pode pensar, depois de ler duas críticas ruins em seguida: “poxa, mas ele vai ver os filmes da Mostra e só fica metendo o pau neles, será que é masoquismo?”. Pois então, esse filme, também do Vietnã, assim como “Impacto” é um exemplo do que me motiva a “atirar no escuro” quando escolho filmes neste evento. “Bi, Não Tenha Medo” lembra um pouco a “obsessão sensorialista” de “O Sabor da Melancia”, só que aqui ao invés de melancia é o gelo (há uma cena na praia em que dois garotinhos estão brincando e estão destroçando uma melancia… será uma referência ao filme citado?). O filme tem um frescor e uma dinâmica que está presente em grande parte dos filmes orientais. Conta mais ou menos a história de uma família, se bem que isso parece não importar tanto quanto gerar imagens e sensações memoráveis. Bi é um menininho de uns 8 ou 10 anos, muito curioso, que está na fase de descobrir coisas, seu irmão mais velho trabalha numa fábrica de gelo, e Bi gosta de ir na fábrica ver como o gelo está sendo fabricado, e tudo é brincadeira pra ele. Interessante a fixação em filmar o gelo na fábrica, e há cenas bonitas com relação a isso. Há uma mulher de mais ou menos 25 anos, que está meio que procurando namorado, começa a sair com um cara um pouco mais velho, mas parece não estar gostando muito dele, ela é professora e se apaixona por um dos seus alunos, que deve ter mais ou menos uns 15, 16 anos, mas ela não se declara para ele, e em uma cena, logo depois de chegar da escola, ela começa a se masturbar com um pedaço de gelo (!!!). (Olha uma idéia interessante que poucos casais devem conhecer… rs). Em outra cena, ela o segue pra ver jogar futebol com seus amigos na praia, ela escondida no mato vendo o menino, é pretexto para mostrar uma chuva tropical, tão comum naquela região, recurso que o Apichatpong Weerasethakul também costuma usar (a Tailândia é perto, tem um clima parecido). Outra mulher da casa é apaixonada pelo marido, mas ele não dá a mínima pra ela, sai e fica dias sem voltar pra casa. Ele está apaixonado por uma cabeleireira (!), onde parece que no Vietnã existem mulheres que cobram um pouco mais caro para lavar o cabelo dos homens de uma forma mais carinhosa (!!), mas ela ficou ofendida quando ele quis transar com ela (!!!). E ele não dá a mínima para a esposa dele, muito bonita e cheia de amor pra dar. O pai de seu marido vai para a casa em que sua família mora, pois ele está doente, e ele é atencioso e carinhoso, ela começa a se envolver com ele, mas pelo que eu lembre não sei se chega a acontecer algo entre os dois, mas é mostrado de uma forma romântica e sensível, meio platônica até. Outro ponto interessante, além das mulheres muito bonitas (não sei se é no filme que são assim…), que também dá vontade de conhecer o país, são as cenas em que mostram eles comendo na rua, em grandes woks, a comida parecia ser saborosossíma, dava água na boca. Gostaria de ver mais vezes este filme. Nota: Ótimo

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