Cirkus Columbia

“Cirkus Columbia”, Danis Tanovic, Bósnia-Herzegovina, 2010, colorido, digital, 113 min

Nesse dia, acabei perdendo o documentário do William Burroughs e um coreano, “Coração Acelerado”, aí acabei optando por um filme de um país pouco conhecido por nós: Bósnia-Herzegovina, que fazia parte da antiga Iugoslávia.
Uma comédia leve e divertida, que ainda traz belas paisagens do país, como nas cenas que o pessoal vai se banhar no rio, com muitas árvores em volta, num dia de muito sol.
A Bósnia-Herzegovina teve um regime socialista, e se nota no país e no comportamento da população uma certa influência russa/soviética, porém um pouco mais descontraída.
A história se passa em torno de um homem que fugiu para a Alemanha no auge da guerra, e depois de muitos anos volta bem de vida, com grana e com uma esposa bem mais jovem. A primeira coisa que ele faz ao voltar para sua cidade-natal é expulsar a sua ex-mulher e seu filho da casa para ele morar com sua nova mulher, aí quando ele chama a polícia se vê um pouco da crueldade meio típica que se vê nos filmes russos, mas aqui a mulher ainda joga um balde de água quente nos policiais. Imagine se ela fizesse isso na Rússia?
O personagem principal, o homem que voltou da Alemanha, é uma figuraça, um picareta que lembra um pouco o Agostinho da Grande Família, com aquelas roupas cafonas e ele gosta de se exibir com seu carro alemão Mercedes Benz (antigo) e andando com o peito estufado com sua nova esposa, que se veste com shortinhos bem curtos e decotes extravagantes, como se fosse um troféu, porém ele não dá conta do recado, e quem se engraça com ela é o próprio filho dele.
O cara está mais preocupado em encontrar o gato dele que se perdeu no vilarejo e que ele considera um talismã.
Em certo momento, a guerra está prestes a começar, e realmente é meio difícil e confuso entender a geopolítica daquela região, sérvios que moram na Bósnia, croatas que moram na Sérvia, entre outras etnias, Kosovo que se separou recentemente, por iniciativa de uma minoria albanesa, numerosos e pequenos países que cada vez vão se dividindo mais.
No geral, as situações são meio triviais, mas é uma boa comédia. (Bom)

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