William S. Burroughs: Um Retrato Íntimo

William S. Burroughs: Um Retrato Íntimo (“William S. Burroughs: A Man Within”, Yony Leyser, EUA, 2010, colorido e p&b, digital, 87 min)

Um documentário sobre um dos três principais autores da revolucionária geração beat, ao lado de Jack Kerouac, bastante poético, e Allen Ginsberg, que misturava poesia com alguma obscenidade e escatologia, e admirava os hippies.
William Burroughs é, com certeza, o mais difícil dos três, drogado, homossexual e com fixação por armas.
Seu livro “Almoço Nu” é muito escatológico e com imagens altamente psicodélicas, na época foi rejeitado pela crítica, porém, muitos anos depois, foi considerado um dos principais marcos na história das letras. Ainda não li o livro, mas assisti a adaptação que o David Cronenberg fez, apesar de dizerem que o livro é inadaptável para o cinema, e tem cenas das mais estranhas que eu já vi: máquinas de escrever que se transformam em baratas, ele e sua esposa estão viciados no inseticida que eles estão usando para matar as baratas, entre outras várias outras coisas pouco palatáveis.
Pois bem, voltando ao documentário, ele faz um retrato geral sobre Burroughs, e cumpre bem o que se propõe a fazer.
Fala sobre as diversas drogas que ele consumiu durante sua vida, principalmente heroína, da qual ele falou bastante no livro “Junkie”, consumiu LSD com o criador da droga, Timothy Leary, entre muitas outras.
Mostra alguns dos namorados que ele teve durante sua vida, e também é interessante ele dizer que não era e não queria, de jeito nenhum, ser do movimento gay ou ser militante de tal movimento.
Fala da sua fixação por armas, mostra ele em sua casa no campo atirando com espingardas, e que ele sempre andava armado. Por causa disso, aconteceu o fato que ele diz que foi algo horrível e que foi o maior motivador para que ele começasse a escrever: assassinou acidentalmente sua esposa ao brincar de Guilherme Tell com ele colocando uma maçã na cabeça dela e atirando.
Mostra sua influência na música, devido em grande parte às suas idéias radicais.
Tem o Sonic Youth, que usou uma pintura do Burroughs em uma de suas capas, e além disso a trilha sonora do documentário são músicas do Sonic Youth, do disco “Goodbye 20th Century”, que não é dos melhores que eles fizeram.
Tem a Patti Smith recitando alguns escritos do Burroughs, com o próprio no palco, chorando e agradecendo-a.
Uma das melhores coisas é o depoimento do grande Iggy Pop: “o Burroughs falava que música é besteira, mas a maior parte da literatura também é”. (Bom)

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